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A Lenda de Kuan Yin, bodhisatva da Compaixão

Segundo a tradição, Kuan Yin teria encarnado como a terceira filha de Miao Chuang Wang, identificado como sendo da dinastia Chou, governante de um reino do norte da China, por volta do ano 696 a.C.
De acordo com a lenda, ela se determinara a seguir uma vida religiosa, tendo se recusado a casar, apesar das ordens do seu pai, e das súplicas dos seus amigos. Ela sai de casa e se refugia num convento.

Kuan Yin: uma vida de provações

Por ordens do seu pai, foi submetida às mais árduas tarefas, e, de forma alguma, enfraqueceram o seu amor por Deus.
Enraivecido pela sua devoção, seu pai ordenou que fosse executada. Porém, espada foi quebrada em mil pedaços quando a tocou. Seu pai então ordenou que fosse asfixiada, mas quando a sua alma deixou o seu corpo, e desceu até o inferno, transformou-o num paraíso.
Neste momento, ela parou para ouvir os lamentos do mundo e decidiu retornar.
Transportada numa flor-de-lótus até a Ilha de P’ootoo, próxima a Nimpo, aí viveu durante nove anos, curando os enfermos, e salvando marinheiros do naufrágio.

Poderes Curadores

Há uma confiança implícita na graça salvadora e poderes curadores de Kwan Yin. Muitos acreditam que até mesmo a mera invocação de seu nome a traz imediatamente ao lugar do chamado. Um dos mais famosos textos associados à bodhisattva, o antigo Sutra do Lótus, cujo vigésimo quinto capítulo, dedicado a Kwan Yin, e conhecido como o “Sutra de Kwan Yin” descreve treze casos de desastres iminentes – de naufrágios a incêndios, prisões, ladrões, demônios, venenos fatais e aflições cármicas – nas quais o devoto é salvo quando se entrega ao poder de Kwan Yin. O texto é recitado muitas vezes, diariamente, por aqueles que desejam receber os benefícios prometidos. Os devotos invocam o poder e a misericordiosa intercessão da Bodhisattva com o mantra OM MANI PADME HUM – “salve a jóia no lótus”, ou, como também tem sido traduzido, “salve Avalokitesvara, que é a jóia no coração do lótus no coração dos devotos”.
Através do Tibete e Ladakh, budistas têm inscrito OM MANI PADME HUM em pedras lisas de oração, chamadas “pedras mani”, como ofertas votivas. Milhares dessas pedras têm sido usadas para construir muretas-mani que ladeiam as estradas que dão ingresso a aldeias e monastérios.
Acredita-se que Kwan Yin freqüentemente aparece no céu ou nas ondas para salvar aqueles que a invocam quando em perigo. Histórias pessoais podem ser ouvidas em Taiwan, por exemplo, de pessoas que a viram durante a Segunda Guerra Mundial aparecendo no céu como uma jovem, agarrando as bombas e cobrindo-as com as suas vestes brancas para que não explodissem.

A origem dos mil braços e mil olhos de Kuan Yin

Certa vez, quando soube que seu pai estava muito doente, cortou um pedaço da carne dos seus braços, e usou-a como um remédio que lhe salvou a vida.
Em gratidão, ele ordenou que uma estátua fosse erguida em sua honra, comissionando ao artista que a representasse com ‘olhos e braços completamente formados’.
Entretanto, o artista compreendeu mal, e até hoje Kuan Yin algumas vezes aparece representada com ‘mil braços e mil olhos’, sendo capaz, dessa forma, de olhar e cuidar de todo o seu povo.

Kwan Yin é descrita com mil braços e números variados de olhos, mãos e cabeças, às vezes com um olho na palma de cada mão, e é chamada “bodhisattva de mil braços, de mil olhos”. Nessa forma ela representa a mãe onipresente, olhando simultaneamente em todas as direções, sentindo as aflições da humanidade e estendendo seus muitos braços para as aliviar com expressões infinitas de sua misericórdia.

Kuan Yin e sua missão de salvar o mundo do sofrimento

Kuan Yin fez o voto do bodhisatva de trabalhar junto às evoluções deste planeta e diz que “enquanto houver uma única alma sofrendo na Terra, ela estará presente”.

A grande lição de Kuan Yin

Antes de sair de casa, para se refugiar no convento, Kuan Yin disse às suas irmãs:
Riquezas e glória são como a chuva na primavera, ou o orvalho pela manhã; duram apenas pouco tempo, e logo passam”.

Reis e imperadores pensam em desfrutar até o final da boa fortuna que os coloca em um nível separado dos demais seres humanos; mas a enfermidade os faz descansar em seus caixões, e tudo acaba. Onde estão agora todas as poderosas dinastias que estabeleceram a lei do mundo?
Com relação a mim, desejo nada mais do que um retiro pacífico em uma montanha isolada, na tentativa de atingir a perfeição. Se algum dia conseguir alcançar um grau elevado de bondade, então, carregada nas nuvens do céu, viajarei por todo o universo, passando do Oriente ao Ocidente num piscar de olhos.
Resgatarei meu pai e minha mãe, e os levarei ao céu; salvarei os miseráveis e afligidos na Terra; converterei os espíritos que praticam o mal, e os farei praticar o bem. Essa é minha única ambição.

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Muita Luz,

Edgar Martins

Fonte: Tania Resende, Kuan Yin, a Deusa dos Milagres, Angela Jabor, Ascend Editora. http://animamundhy.com.br/blog/a-lenda-de-kuan-yin-bodhisattwa-da-compaixao / http://complixo.blogspot.com/2011/01/kwan-yin-deusa-de-mil-bracos.html

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