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A Mente Sobre a Matéria, Consciência e a Natureza da Realidade Parte I

A realidade não é o que parece – os antigos sabiam disso, os físicos pioneiros do início do século XX sabiam disso, e os cientistas atuais de ponta estão provando isso – tudo é mente.

As grandes questões e a cosmovisão científica moderna

Ao longo dos tempos, a Humanidade tem tentado responder às grandes questões – Qual é a natureza da existência e da realidade, o que somos e por que estamos aqui? Em nossa época atual, com a ascendência da ideologia do materialismo científico, temos uma forte tendência a rejeitar qualquer coisa que não se encaixe em nosso paradigma materialista e acaba rotulando como “místico”. Ficamos hipnotizados pelo mundo material. O materialismo e o consumismo estão desenfreados em nossa sociedade. Atraídos pelo aparente sucesso do método reducionista que usamos para analisar e compreender nosso mundo, passamos a ver o universo como um sistema puramente físico, trabalhando algo como uma grande máquina, e com a matéria sendo a substância fundamental da realidade.

“No dia em que a ciência começar a estudar fenômenos não-físicos, ela fará mais progressos em uma década do que em todos os séculos anteriores de sua existência.” (Nikola Tesla)

E a ciência moderna ainda está ignorando amplamente o papel da consciência, apesar das observações de fenômenos quânticos que sugerem fortemente que a consciência está intimamente relacionada à natureza da realidade. A ciência dominante continua assumindo que a realidade é objetiva; que existe independente da consciência do observador, apesar de muitas evidências em contrário, e das conclusões de muitos pioneiros da física.

O talentoso físico, astrônomo e matemático inglês Sir James Jeans disse o seguinte:

“Eu me inclino à teoria idealista de que a consciência é fundamental, e que o universo material é derivado da consciência, não da consciência do universo material. Em geral, o universo parece estar mais próximo de um grande pensamento do que de uma grande máquina. Pode bem ser, parece-me, que cada consciência individual deva ser comparada a uma célula cerebral em uma mente universal.” (Sir James Jeans)

E ele não estava sozinho, abaixo de Max Plank compartilha um ponto de vista similar:

“Eu considero a consciência como fundamental. Eu considero a matéria como derivada da consciência. Nós não podemos ficar atrás da consciência. Tudo o que falamos, tudo o que consideramos como existente, postula a consciência.” (Max Plank).

A realidade não é o que aparece

“Há mais coisas no céu e na terra, Horatio, do que se sonha em sua filosofia.” (Shakespeare, de Hamlet).

A consciência é provavelmente o fenômeno mais misterioso e significativo do universo, então considerá-la irrelevante para entender a realidade é um grande erro. De fato, tem havido alguns experimentos muito profundos que deixam muito poucas dúvidas de que existe uma relação íntima entre consciência e realidade. Levando alguns a concluir que a consciência é a substância fundamental do universo, como muitas filosofias esotéricas e místicas ao longo dos tempos têm reivindicado de uma forma ou de outra.

Não é de surpreender que possamos ficar presos à ideia de que a matéria é a substância fundamental da realidade, porque essa ideia é apenas uma conseqüência natural de nossas limitações perceptivas. Nosso aparato sensorial – visão, audição, olfato, tato – nos fornece uma representação útil do mundo externo, mas quando se trata do nosso canal sensorial primário, a visão, é bem conhecido que estamos “vendo” apenas uma faixa muito estreita de energias. Nossos olhos detectam frequências de energia eletromagnética e as convertem em imagens e cores que percebemos. Mas nossos olhos só detectam uma porção extremamente pequena dessas frequências, menos de 0,00018%. E nós estamos apenas “vendo” os aglomerados de energia condensados a uma vibração lenta. Não podemos ver todo o resto da energia e como tudo está interligado a padrões de energia.

“Toda matéria é apenas energia condensada a uma vibração lenta.” (Bill Hicks).

Apesar da lição de que os fenômenos invisíveis da radiação eletromagnética deveriam estar nos ensinando, ainda desconhecemos em grande parte como as limitações de nosso aparato sensorial condicionaram nossos modelos de realidade. Existem muitos fenômenos ainda não vistos que ainda precisamos detectar e entender. Nossas percepções visuais são muito menos completas do que jamais imaginamos, e isso levou a um viés conceitual tenaz que coloriu nossos modelos de realidade. Esse viés está interferindo na formulação de um modelo mais amplo, mais profundo e preciso, incluindo a abordagem da grande questão que estamos evitando – o que é a consciência e como ela está relacionada à realidade.

Muita Luz,

Edgar Martins

Fonte: RAFAEL JOSÉ PÔNCIO / https://www.somostodosum.com.br/clube/artigos/espiritualidade/a-mente-sobre-a-materia-consciencia-e-a-natureza-da-realidade-53441.html

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