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A realidade do Homem no Planeta Terra

Muitas vezes nos perguntamos por que existe tanta maldade na Terra. Por que tantos assassinatos, roubos, estupros, por que tanta miséria e enfermidades sem cura.

De imediato, julgamos de forma grosseira que há uma injustiça pairando no planeta, onde culpados e inocentes, réu e vítima circulam e convivem dentro do mesmo ciclo vicioso alimentando rancor, raiva, dor e sofrimento.
Infelizmente, o processo de desenvolvimento da humanidade se fez de forma desordenada, acelerada e a interação do ser humano com o meio ambiente e a natureza só se deu de fora para dentro, esquecendo-se de sua essência.
Nessa medida, o indivíduo deixou seu ego estabelecer um contato com o mundo de forma egoísta, tirando tudo o que foi possível da realidade (e isso inclui a natureza) sem oferecer nada em troca, sem dar vazão às suas potencialidades, sem dar vazão à sua essência divina. O indivíduo foi alimentando cada vez mais o abismo com o inconsciente, abrindo as portas para a manipulação e fechando-se ao contato com a essência.

No entanto, sob a ótica dos espiritualistas, a espécie humana abrange todos os seres dotados de razão, mas no estágio em que se encontram são criaturas extremamente fragilizadas em si mesmos, ainda desestruturados do ponto de vista emocional,  psicológico e ou espiritual.

Todos nós, em determinado momento da sociedade e como consequência da educação e formação que tivemos, estabelecemos uma escala de valores na qual elegemos o que consideramos essencial ou secundário para nossa vida.

Nesse estágio, denominado “consciência do sono”, o homem é considerado “homem fisiológico”, ou seja, homem que se atenta apenas para as necessidades orgânicas… come, dorme, procria, com cumprimento de metas imediatas e cotidianas, sem nenhuma preocupação com a lógica e a razão. Vive do hoje e do agora sem preocupação com o aspecto imortal da alma.  São pessoas exigentes, ingratas e rebeldes, principalmente quando contrariados em seus desejos e caprichos.
Considerado como ser imaturo psicologicamente, ele apresenta grande preocupação com a máscara da virtude, pela aparência e pela resposta às convenções sociais. Há uma ausência de perspectiva de futuro, falha do aspecto moral e ético. Nesse estágio evolutivo, o planeta apresenta-se numa cultura materialista, sem objetivos nobres, preocupados com necessidades comuns, tornando-se o homem um homem-vazio.

Segundo Izaias Claro,
” o homem-vazio não consegue amar, porque não aprendeu a viver esta faculdade, base do comportamento de ser livre. Adaptou-se a ser amado ou disputado, sem preocupação de retribuir…

Os homens-vazios disputam homenagens e guerreiam-se entre sorrisos, no desfile do luxo e do exibicionismo, nos quais escondem os conflitos, e as profundas necessidades afetivas…

…Tal conduta leva-os a lamentáveis estados de irritabilidade, de mau humor, que os tornam rudes, insuportáveis na intimidade, embora considerados sociáveis e educados… Essa ambuiguidade no comportamento leva-os a acumular vácuo, um vazio por se sentirem impotentes para alcançar a plenitude. Acostumam-se à competição nos negócios, esperam ser o primeiro ou o mais considerado nos relacionamentos. Se conseguem… esvazia-se de imediato, se não conseguem frustam-se, perdendo-se da mesma forma.”  (Izaias Claro)
Também nesse estágio, uma condição da alma que acredita-se ser a origem de todo o mal,   é a alma que carrega o vício do Egoísmo.

O egoísmo desperta nas pessoas o apego aos bens materiais, às coisas, às situações, condiciona a pessoa a viver centrada em si mesmo,  a querer todas as vantagens e benefícios para si, ou se colocando em primeiro plano para tudo, sem a menor cogitação para com as necessidades do próximo. O egoísta coloca a felicidade no que tem ou no que  possui  e diante da perda ou da possibilidade de perder o objeto amado entra em desespero, torna-se cruel ou rebelde para reaver ou proteger o objeto que possui.

Estudando os vícios é possível perceber que em todos há o egoísmo como alavanca para o crescimento desse mal.

despeito é um ego ferido, o orgulho é um ego supervalorizado, um amor próprio doentio, a raiva é despertada pelo ego não correspondido em sua expectativa, o mal em si é não se colocar no lugar do outro para saber da dor provocada…. um ego doente por poder, centrado em si mesmo.

O egoísmo é incompatível com a justiça, com o amor, com a caridade. O egoísmo neutraliza todas as outras qualidades.

Para que a pessoa possa evoluir deve-se trabalhar até última instância a questão do egoísmo, retirar esse vício de seu ser, de sua personalidade.

” Na medida em que o ser trabalha sua estrutura intima para amar mais e ocupar-se da felicidade alheia quanto se ocupa com a própria, menos escravo de suas paixões e mais livres de seus caprichos, menos se apegará ele de forma negativa a pessoas, bens materiais, coisas e situações”.

Vivemos, em geral, voltados demais para nossas próprias perspectivas e carecemos de uma avaliação mais fiel, justa e sensível da realidade das pessoas que estão ao nosso redor.

Mudar a perspectiva e conseguir ver sob a ótica do próximo é amenizar conflitos, alcançar entendimentos e tornar o coração mais humano …. é colocar a justiça diante de todas as situações acalmando a essência de cada ser.
Cultivar uma postura mais compreensiva é trazer para as nossas vidas mais amor, simpatia e colaboração, é conseguir elevar a nossa alma ao coração do universo.

 

Muita Luz, Edgar Martins

 

Antonieta Alves
Referencia bibliográfica
Depressão de Izaias Claro
Para uma nova consciencia de Antonieta Alves (2007) /Fonte: https://paraumanovaconsciencia.blogspot.com/2012/03/realidade-do-homem-no-planeta-terra.html?m=0

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