A Cromoterapia na História da Humanidade

 Grécia e no Império Romano
A helioterapia (ou método
de cura pelos raios solares) era muito utilizada pelos terapeutas dessa época;
infelizmente, restam poucos documentos precisos sobre as práticas exatas, da
mesma forma que sobre as medicinas druídicas e sobre as dos índios da América
do Sul, que também usavam as cores e sua relação com as posições planetárias do
dia do nascimento (astrologia medicinal).


Cromoterapia na Índia
Esse país foi o que
melhor contribuiu para a descoberta das leis sutis da cura, e em particular, da
cromoterapia. Duas grandes correntes marcaram sua história: a via do Tranta (a
da experiência) e a via de Shankara e Patanjali (a da ascese). Esses iogues
consideram o homem como uma parte do universo capaz de realizar sua identidade
com esse mesmo universo (estado de consciência chamado Samadhi). Nesse estado,
numerosos sábios (rishis) dos tempos védicos compreenderam, por intuição, as
leis da cura física e mental colocando as bases da ciência médica ayurveda. Essa
ciência antiga, ainda pouco conhecida no Ocidente, compreende a terapia das
plantas, a dietética, a massagem, as limpezas internas, a respiração, o uso dos
sons (nada-yoga), assim como a cromoterapia. Para os terapeutas hindus, a cor é
ao mesmo tempo objetiva e subjetiva. A cor age sobre o corpo sutil do homem num
nível de energia que toca ao mesmo tempo o mental e o físico. Esse corpo de
energia sutil foi posto em evidência, de uma forma quase científica, pelo
pesquisador russo Kirlian, que conseguiu cristalizá-lo sobre a fotografia.
Esse corpo de energia
sutil parece estar em íntima relação com o sistema endócrino do homem. O
controle desse corpo energético se efetua graças a centros que a tradição chama
de chakras. Uma teoria bem próxima da acupuntura chinesa, afirma que a corrente
eletromagnética terrestre entra nos chakras dos pés, depois sobe ao longo do
sistema nervoso espinhal, onde pára a um certo nível marcando a evolução do
indivíduo. Para a tradição hindu, os seres humanos que ultrapassam o chakra da
garganta são pessoas muito excepcionais, capazes de se autocurar e de curar os
outros. Quanto mais a circulação da energia se relenta nos canais sutis, mais o
homem se torna materialista.
De acordo com a medicina
tradicional indiana ayurvédica, cada um desses centros de energia pode ser
tratado em certas pertubações físicas particulares. Os textos antigos afirmam
que as cores e os sons desempenham um papel importante no equilíbrio do corpo
sutil do homem e, igualmente, sobre sua saúde.”
Cromoterapia-o-poder-das-cores-1

Cromoterapia no Egito  
Os papiros contam que o Deus Thot era o mestre das
cores, e que ele as utilizava com a finalidade de curar e de despertar as
faculdades espirituais. A cor amarela de Ísis estimulava o mental, enquanto que
a cor vermelha de Osíris aumentava a força vital.
Cromoterapia na China
Os chineses da antiga
China utilizaram sobretudo as cores no diagnóstico das pertubações da saúde e
na dietética. O diagnóstico chinês compreende quatro fases importantes: a
observação, a auscultação, o questionário e a palpitação. Na fase importante da
observação, o prático nota cuidadosamente e as colorações do rosto:
– o excesso de vermelho
corresponde a uma pertubação do coração;
– o excesso de amarelo
corresponde a uma pertubação do baço;
– o excesso de branco
corresponde a uma pertubação dos pulmões;
– o excesso de negro ou
escuro corresponde a uma pertubação nos rins;
– o excesso de verde
corresponde a uma pertubação do fígado.
As 5 cores patológicas
ligam-se a teoria chinesa dos 5 elementos: a madeira, o fogo, a terra, o metal
e a água.
Como na Índia, a China
desenvolveu um sistema completo de yoga corporal e energética chamada Chi Kung.
Os mestres dessa arte dizem que, num certo nível de prática, certas cores
aparecem diante das pálpebras fechadas. Essas cores tem uma significação; elas
indicam os problemas físicos ou mentais do praticante. É razoável pensar que
foi dessa maneira que foram descobertas certas propriedades terapêuticas das
cores. Nesse método dos Chi Kung, as cores também são utilizadas em
visualização, usando certos circuitos definidos no interior do corpo e, em
particular, os meridianos “curiosos” da acupuntura chinesa.
A Cromoterapia é a
ciência que utiliza a cor para estabelecer o equilíbrio e a harmonia do corpo,
da mente e das emoções.
O ser humano e a natureza
necessitam da luz do sol para viverem. Sem luz não há vida e dessa maneira, o
homem e a natureza recebem a luz solar e esta se decompõe em sete raios
principais que são distribuidos por todos os nossos corpos, físico e
energético.
Se houver desequilíbrio
dessas cores, as doenças refletem-se no nosso corpo físico e adoecemos.
Atualmente há estudos
onde se determina qual a cor mais adequada para ambientes de estudo, ou de
trabalho, ou hospitais,etc. Até nas propagandas o uso de cores é estudado,
dependendo do objetivo a que se quer chegar, o público alvo e o produto que
está sendo trabalhado.
Para cada pessoa deverá
ser feita uma sensibilização diferente, pois a cor deverá combinar com as cores
dessa pessoa. Não há cor melhor ou pior, mais nobre ou menos nobre, o que pode
haver é a cor errada para determinado momento.

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