Disfunções Glandulares e os Chacras Parte I

A cada ano percebemos o quanto as disfunções do Sistema Glandular são cada vez mais frequentes e comuns em nosso cotidiano.  Pessoas cada vez mais com problemas de tireóide, dismenorréias, TPM, infertilidade, alterações de imunidade, alergias, depressão, astenias, estresse, alterações da glândula hipófise, glândula pineal, os problemas emocionais etc… e não nos damos conta que a maior parte destes sintomas ocorrem devido a perturbações ou disfunções do Sistema Glandular e que estes sistemas são influenciados por diversos fatores.

Cada vez mais estamos sendo tratados pelos nossos sintomas e não nas causas dos mesmos.

A demanda de medicações e tratamentos clínicos ou cirúrgicos aos quais somos impostos nos consultórios de vários profissionais às vezes beira ao absurdo.

Precisamos ter uma visão mais crítica, holística, global de nossos pacientes e de nós mesmos.

Precisamos entender a natureza, principalmente da qual somos gerados físico e psicologicamente, para tentar entender um pouco do todo em que vivemos.

O Homo sapiens originou na África há 200 mil anos atingiu o comportamento moderno há 50 mil anos. É muito pouco perante a grandeza da natureza.

Ao conhecer como estes sistemas funcionam, reagem a diversas situações, como estes sistemas são influenciados pela própria natureza e quais os seus sintomas, podemos usar de nossas técnicas Osteopáticas para normalizá-los.

Não trago a vocês nenhuma grande novidade, mas somente a certeza de poder conhecer um pouco melhor esta natureza humana pelo sistema glandular.

Estresse

“O estresse pode ser definido como a soma de respostas físicas e mentais causados por estímulos externos como situações adversas, acontecimentos, superar determinadas exigências do meio ambiente e o desgaste físico e mental causado por este processo.”

O agente estressante que rompe a homeostasia e pode ser de várias origens:

O “stress” ou estresse pode ser dividido em dois tipos básicos: o estresse crônico e o agudo. O estresse crônico é aquele que afeta a maioria das pessoas, sendo constante no dia-a-dia, mas de uma forma mais suave e com uma duração maior. O estresse agudo é mais intenso e de curta duração – minutos, horas, poucos dias, sendo causado normalmente por situações traumáticas, mas passageiras. Entre os principais fatores do estresse, podemos citar:

• Alterações ou mudanças: certa dose de mudança é necessária. Entretanto, as mudanças violentas podem ultrapassar a capacidade de adaptação do indivíduo.

• Sobrecarga: a falta de tempo, a excessiva carga de pressão em relação à capacidade de assimilação individual e de responsabilidade, a falta de apoio e expectativas exageradas.

• Alimentação incorreta: não é apenas importante o que se come, mas também como se come.

• Fumar: o cigarro libera nicotina que, na fase de menor concentração, já provoca reações de estresse leve, depois bloqueia as reações do organismo e causa dependência psicológica.

• Ruídos: colocam as pessoas sempre em alerta, provocam irritação e a perda de concentração, desencadeando reações de estresse, que podem levar até à exaustão.

• Baixa autoestima: tende a agravar o estresse nestas pessoas.

• Medo: o medo acentua nas pessoas a preocupação sem necessidade, uma atitude pessimista em relação à vida ou lembranças de experiências desagradáveis.

• Trânsito: os congestionamentos, os semáforos, os assaltos aos motoristas e a contaminação do ar podem desencadear o estresse.

• Alteração do ritmo habitual do organismo: provocam irritabilidade, problemas digestivos, dores de cabeça e alterações no sono.

• Progresso: a agitação do progresso técnico é acompanhada de aumento das pressões e de sobrecarga de trabalho, aumentando os níveis de exigências, qualitativas e quantitativas.

Reação de emergência

Uma das primeiras teorias do estresse, apresentada pelo fisiologista Walter Cannon em 1914, ainda antes de a palavra ser utilizada com o sentido atual, foi a chamada “teoria da luta ou fuga” (fight-or-flight). Segundo essa teoria em situações de emergência o organismo se prepara para “o que der e vier”, ou seja, para lutar ou fugir, segundo o caso. Esse tipo de reação foi observado em animais e em humanos. Estudos empíricos puderam observar um outro tipo de reação, chamado “busca de apoio” (tend-and-befriend), observado pela primeira vez em mulheres . Essa outra reação ao estresse caracteriza-se pela busca de apoio, proteção e amizade em grupos.

Síndrome geral de adaptação

Essa teoria, chamada general adaption syndrome em inglês, é a teoria original de Selye (1936), segundo a qual o organismo reage à percepção de um estressor com uma reação de adaptação (ou seja, o organismo se adapta à nova situação para enfrentá-la), que gera uma momentânea elevação da resistência do organismo. Depois de toda tensão deve seguir um estado de relaxamento, pois apenas com descanso suficiente o organismo é capaz de manter o equilíbrio entre relaxamento e excitação necessário para a manutenção da saúde. Assim se o organismo continuar sendo exposto a mais estressores, não poderá retornar ao estágio de relaxamento inicial, o que, a longo prazo, pode gerar problemas de saúde (exemplo: problemas circulatórios). Esse processo atravessa três fases:

  • Reação de alarme: a glândula hipófise secreta maior quantidade do hormônio adrenocorticotrófico que age sobre as glândulas suprarrenais. Estas passam a secretar mais hormônios glicocorticoides, como o cortisol. Este por sua vez inibe a síntese proteica e aumenta a quebra de proteínas nos músculos, ossos e nos tecidos linfáticos. Todo esse processo provoca um aumento do nível de aminoácidos no sangue, que servem ao fígado para a produção de glucose, aumentando assim o nível de açúcar no sangue – a excessiva produção de açúcar poder levar a um choque corporal. Outra consequência da inibição da síntese de proteínas é a inibição do sistema imunológico.
  • Estágio de resistência: caracterizado pela secreção de somatotrofina e de corticoides. Gera, com o tempo, um aumento das reações infecciosas.
  • Estágio de esgotamento: não cessando a fonte de estresse, as glândulas suprarrenais se deformam. Doenças de adaptação podem aparecer.

complexo amigdala-hipocampo desempenha um papel em dois níveis no tratamento de uma situação estressante.

  • A ativação do hipocampo: a memória dos eventos permitirá a pessoa, associar com o agente estressante os elementos já conhecidos e vividos durante a análise emocional. A secreção de adrenalina e do cortisol aumentará igualmente a memória para permitir a pessoa a sair da situação.
  • As amígdalas cerebrais parecem estar relacionadas com situações que são de grande importância a nossa sobrevivência. Ela nos permite em responder quase que instantaneamente a uma situação de perigo. Por isto, as amígdalas possuem numerosas conexões com outras estruturas cerebrais.

São elas que decidem se a informação se direcionará ao neocórtex para uma análise mais racional ou ao cerebelo, parte integrante do cérebro reptiliano e responsável das reações automáticas.

  • O complexo amígdalino e o sistema límbico influenciam o hipotálamo na gestão das emoções que por sua vez enviam uma mensagem a hipófise que influenciará o sistema endócrino.
  • As tireóides se ativam para favorecer o catabolismo dos glúcidos e a produção de ATP.
  • O fígado aumenta o catabolismo das gorduras e do glicogênio
  • O crescimento se inibe assim como as funções sexuais e imunitárias (segundo Chrousos et Gold, 1992)

Podemos ter sintomas como: dilatação da pupila, opressão da garganta, secura da boca, sensação de pernas sem forças, problemas digestivos e dores de cabeça.

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O nosso sistema glandular está conectado aos Chakras.

A palavra chakra vem do sânscrito e significa “roda”, “disco”, “centro” ou “plexo”. Nesta forma eles são percebidos por videntes como vórtices (redemoinhos) de energia vital, espirais girando em alta velocidade, vibrando em pontos vitais de nosso corpo. Os chakras são pontos de interseção entre vários planos e através deles nosso corpo etérico se manifesta mais intensamente no corpo físico.

São sete os principais chakras, dispostos desde a base da coluna vertebral até o alto da cabeça e cada um corresponde à uma das sete principais glândulas do corpo humano. Cada um destes chakras está em estreita correspondência com certas funções físicas, mentais, vitais ou espirituais. Num corpo saudável, todos esses vórtices giram a uma grande velocidade, permitindo que a “prana”, flua para cima por intermédio do sistema endócrino. Mas se um desses centros começa a diminuir a velocidade de rotação, o fluxo de energia fica inibido ou bloqueado – e disso resulta o envelhecimento ou a doença.

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Os chakras são conectados entre si por uma espécie de tubo etérico (Nadi) principal chamado “Sushumna”, ao longo do eixo central do corpo humano, por onde dois outros canais alternados “Ida” que sai da base da espinha dorsal à esquerda de Sushumna e “Pingala” à direita (na mulher estão invertidas estas posições).

Os Nadis conduzem e regulam o “Prana” (energias yin e yang) em espirais concêntricas. Estes Nadis são os principais, entre milhares, que percorrem todo o corpo em todas as direções, linhas meridianos e pontos. Para os hindus os Nadis são sagrados, é por meio da “Sushumna” que o yogi deixa o seu corpo físico, entra em contato com os planos superiores e traz para o seu cérebro físico a memória de suas experiências.

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As glândulas endócrinas

Possuímos sete glândulas do sistema endócrino: Epífise (Pineal), Hipófise (Pituitária), Tireóide e Paratireóide, Timo, Pâncreas, Supra-renais e Glândulas Sexuais.

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Glândula pineal ou epífise

A glândula pineal é uma glândula endócrina em nosso cérebro, que produz melatonina e, portanto trata de uma parte significativa do nosso “relógio interno.” é o lugar da alma por René Descartes Um defeito na função da epífise pode causar desconforto ou problemas como jet lag, dificuldade queda ou depressão de inverno.

A epífise (glândula ou Corpus pinealis ou pinealis) do tamanho de uma ervilha e está localizada no cérebro, na parte traseira do terceiro ventrículo. Para muitos vertebrados simples é como um ”terceiro olho” também fornecido com células sensíveis à luz e está logo abaixo uma área que permite que a luz na abóbada craniana.

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A epífise é formada nas pessoas na fase embrionária, diretamente sob a cúpula de cabeça, em seguida se moverá para bem dentro do cérebro. As células sensíveis à luz estão degeneradas no homem, mas a epífise reagem à luz externa. Recentemente foram descobertos receptores no olho que reagem à luz externa, especialmente luz pálida, mas eles não têm nada a ver com o processo de ver. A estimulação destes receptores é transportado para o núcleo hipotalâmico supra-quiamáticus (SCN) e o núcleo paraventricularis (NPV) e atinge o sistema gânglio cervical da epífise do sistema nervoso autónomo. Neste local com a reação a luz diminui de produção de melatonina.

A função da epífise secreta serotonina e possui uma enzima para a transformação em melatonina. A síntese da melatonina se forma em 4 etapas enzimáticas a partir do aminoácido triptofano, passando por uma etapa de síntese da serotonina.

A melatonina é secretada aos poucos com a diminuição da luz, sendo o seu pico por volta das 2 e as 5 hs da madrugada. Durante este período favorece a regeneração das outras glândulas. É a grande reguladora do sono em seu tipo e qualidade.

A epífise é a principal glândula reguladora do ciclo circadiano.

Provavelmente tem influência no desenvolvimento sexual, devido a melatonina inibe o aparecimento de características sexuais secundárias , por isto uma destruição da epífise pode levar a uma puberdade precoce.

Seu transtorno pode levar a certas depressões, especialmente as depressões estacional, que também pode estar associado a bulimia e a hipersonolência.

A epífise nos protege da radiação como a radioatividade e os campos magnéticos, mas trabalhar muitas horas em frente a um computador pode afetar a glândula.

A melatonina se bloqueia a pouca influência da luz. A luz que chega aos olhos estimula os neurônios da retina que a transmitem ao hipotálamo e depois ao gânglio cervical superior e finalmente a epífise este influxo inibi a secreção da melatonina que leva ao despertar.

A inervação da epífise é influenciada basicamente pelo sistema nervoso simpático e a estimulação do gânglio cervical superior é inibidora da função epifisária. Portanto uma manipulação da OAA aumenta a função simpática o que leva a uma função inibitória da epífise.

Hipofunção:

•   Problemas de sono.

•   Depressão

•   Disfunção da tireóides, suprarenais, pâncreas e sexual

•   Inversão no ciclo de sono: sonolência diurna e insônia noturna

•   Envelhecimento precoce, osteoporose, enfermidade cardíacas ou puberdade precoce.

•   Agressividade, nervosismo, irritabilidade

•   Dificuldade para relaxar-se, encontrar a si mesmo, meditar

•   Parkinsson, Alzheimer

Hiperfunção:

•   Sonolência

•   Baixa temperatura corporal

•   Tendência a viver de forma mais imaginativa e psíquica que física.

Namastê,

Edgar Martins

CONTINUA …

Fonte: http://www.portalosteopatia.com.br/osteopatia-nas-disfuncoes-glandulares/



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