Melchizedek

Melchizedek
é um personagem da mais alta expressão nas escrituras Sagradas que, velada ou
manifestamente, sempre esteve e estará a
frente dos movimentos
aceleradores da evolução humana. Uma antiga tradição afirma a existência de uma
igreja secreta, cujo sacerdócio se revela de ciclo em ciclo de acordo com a
necessidade da época. Traz um conhecimento próprio para cada raça ou povo de
forma particular, mais favorável, mais acessível para o cumprimento e
restabelecimento da Lei, do Propósito Divino, através do Itinerário do 10
(marcha evolucional da Mõnada). A esse conhecimento, a tradição de todos os
povos relaciona o Espirito da Verdade, como a manifestação de um Centro
Imperecível, consagrado pelos orientais sob os nomes de Agartha, Asgardhi,
Erdemi, ou Salem. (Shamballah é a “Ilha imperecível que nenhum cataclismo
pode destruir”).
Todo ser
iluminado, como um Avatar ou por Iniciação, desde que esteja de posse do
conhecimento de certos mistérios, faz parte do Culto que tem o nome de Ordem de
Melchizedek, que esta acima de tôdas as manifestações religiosas. Tal culto
sempre existiu, como ciência divina e a mais preciosa de tôdas as religiões, porque
verdadeiramente torna a ligar o homem a Deus, sem necessidade de sacerdote nem
de qualquer outro intermediário. “Busca dentro de ti mesmo o que procuras
fora”, a velha sentença oriental. E o próprio Jesus dizia: “Faze por
ti que Eu te ajudarei”.
Fraternidade
Universal, Culto, Sacerdócio ou Ordem de Melchizedek, sua origem procede dos
meados da terceira raça mãe, a Lemuriana, que foi dirigida pelos planetas
sagrados Venus e Marte, alegorizando mãe e filho respectivamente e que se
manifestou sob a égide do planeta Mercúrio, representando o Pai, e assim, a humanidade
que até então se manifestava no androginismo inconsciente das primeiras raças,
começou a ser digna desse nome, ou melhor, dividiu-se em dois sexos, formando
logo a seguir, nos seus meados, a Grande Hierarquia Oculta que, conhecendo a
origem do mistério do androginismo, prepara a
evolução da Mônada para o androginismo consciente
com que terminará o ciclo atual.
Com o
decorrer dos tempos esse culto recebeu o nome de Sudha-Dharma-Mandalan, na
antiga Aryavartha — nossa Mãe Índia — mas, para todos os efeitos, a Excelsa
Fraternidade, pela razão de sua própria existência, por ser composta dos
Verdadeiros Guias ou Instrutores Espirituais da Humanidade, ou pela vitória
sobre o que se concebe como Mal na Terra, teve através dos seus primeiros
componentes, ao lado do Planetário dirigente do Ciclo, de combater as referidas
forças do Mal, sem falar na sua própria transformação de Homens vulgares em
semideuses.
Durante
a quarta raça mãe — a Atlante — que teve sob os signos de Saturno e Lua
(verde e violeta), o Sacerdócio de Melchizedek, que era exercido na oitava
cidade atlante — a Shamballah dos teósofos ou a Jerusalém Celeste dos
verdadeiros cristãos — teve que enfrentar o magno problema da grande queda no
sexo, ou seja, a “união entre os deuses e as filhas dos homens”, fenômeno
reconhecido pela Igreja por ser citado no Gênesis, diferindo apenas na tradição
oriental o nome “devas” para o de “anjos” na tradição ocidental.
Sim,
todas as tradições de valor no mundo se originaram de uma Fonte Única e
imperecível, que foi expressa na linguagem hierártica de todos os tempos por
aquela misteriosa Terra chamada Agartha (ou mesmo Shamballah). Os povos se
ligam, de uma forma ou de outra através de suas tradições, de seus símbolos, mitos
e lendas, a este Centro, e a razão de conservarem a mesma unidade é que
descendem de uma Fonte Única. Na fase aurea dos ciclos evolutivos de cultura de
cada povo ou da própria Humanidade, ela se encontra sob os influxos e direção
das essências radiantes desse Centro. As 
Ordens
mistico-religiosas de valor humano foram representações na terra da simbologia
agarthina ou de Salem. (Agartha traz o nome oculto de Belovedye, que quer dizer
Bela Aurora, Eterna Luz etc.
Um dos
Cavaleiros da Tavola Redonda tinha esse nome).
Agartha é o começo e o fim de todas as coisas. Quando
caem as religiões, as filosofias, os sistemas sociais, quando se corrompem as
estruturas outrora emanadas de Agartha para o mundo humano… e a fase de
decadência desse povo, dessa raça ou da própria humanidade.
Então,
após um período de conflitos, choques e lutas, como ora esta acontecendo,
novamente se manifesta o Espirito da Verdade. Dai a promessa de Krishna a
Arjuna, no Bhagavad-Gita (literalmente: “0 Canto do Senhor”), um
episódio do Mahabharata — o grande poema epico da India, da mais elevada
filosofia espiritual — quando diz: “Todas as vezes que Dharma (a Lei
justa) declina, e Adharma (o contrario) se levanta, Eu me manifesto para
salvação dos bons e destruição dos maus. Para o restabelecimento da Lei, Eu
nasço em cada Yuga
(isto é, em cada ciclo ou idade)”. Antes, porém, que isso aconteça,
através de certas Ordens Iniciaticas ou mesmo de caráter exoterico, aparecem os
“Mensageiros do Senhor deste Mundo Eterno”, quando não Ele mesmo,
para renovar a face das coisas, descerrar novos horizontes que até então estavam
fechados pela ignorância, incompreensão e maldade dos homens.
Alguns
dirigentes — os que realmente orientam os homens no sentido de sua verdadeira
evolução — são representantes diretos ou indiretos desse Centro e cuja
manifestação se processa através do Tulkuismo, fenômeno milenarmente conhecido
das tradições orientais. Tais dirigentes são expressões do Rei do Mundo, o
Monarca Universal, conhecido pelo nome de
Melchizedek
e esotericamente com o nome de
Rygden-Djyepo (palavra tibetana de origem em Agartha, com o significado de
“Rei dos Jivas” ou dos seres da Terra), tendo por Colunas: Polydorus
Isurenos e Mama Sahib, personificações da Sabedoria e da Justiça. É Ele o
verdadeiro Ministro do Eterno organizador das instituições e constituições
humanas, de todas as civilizações. É o Senhor Supremo das Ordens Secretas de
âmbito divino na face da Terra.
Melchizedek é o fulcro de toda a evolução em nosso
globo. É o sentido da própria Lei, das Verdades ou da Ideação Divina posta por
Ele 
em
atividade através dos aspectos de Transformação, Superação e Metástase dos
Avatares. Dai ser a “manifestação” Ideoplastica do Homem Cósmico,
isto é, “sem pai, nem mãe, sem genealogia, que não tem princípio dos dias,
nem fim de vida” (Heb. 7-III). Por que não dizer que é Ele o Pai-Mãe de
todas as coisas, o Senhor do Segundo Trono ou do Akasha, o Adam-Kadmon — o Homem
Cósmico, o Logos ou o Verbo manifestado na Terra? Por acaso Devavani (Voz Divina)…
não é também um de seus nomes?
Representa
a Sabedoria e a Justiça Divina — como tal, Monarca Universal, “Rei de
Salem (ou da Agartha) e Sacerdote do Deus Altíssimo”. Como Senhor do Verbo
ou da Palavra Perdida. . . Dele emanam as verdades cíclicas, nas expressões dos
Avatares, Budas, Bodhisatwas, Manus etc. Dai ser Ele o Bija dos Avatares, a
“Arvore dos Kumaras no segundo Trono”, a semente de todos os salvadores
ou redentores que o mundo conheceu ou virá a conhecer. Tudo é Dele e está Nele.
0 nome Melchizedek refere-se ao mesmo Rei do Mundo, figurando também na
tradição judaico-cristã. 0 Sacrifício de Melchizedek (o pão e o vinho etc.)
deve ser olhado como uma prefiguração da Eucaristia. E o próprio sacerdócio
cristão se identifica, em principio, ao culto de Melchizedek, conforme palavras
dos Salmos:
Tu es
sacerdos in aeternum secundum ordinem melquisedec (Salmos.
110-4).

Melchizedek, “Rei de Salem e Sacerdote do Altissimo”, também chamado
de Rei do Mundo por possuir os dois poderes: o temporal, como Rei e o
espiritual como Sacerdote. Nas varias tradições religiosas do mundo, ele é
apontado com muitos outros nomes: no Tibete, como Akdorge, do mesmo modo que na
India; enquanto que na Mongólia é chamado Senhor de Erdemi. Mas, na verdade
esotérica, na Teosofia, tem o nome de “Bija ou Semente dos Avatares”,
razão pela qual o próprio Jesus o homenageava e Abraão Ihe pagou dízimos (como
impostos cármicos da Lei), prova de que tanto Jesus, como Abraão e Moises  dele se “derivavam”.
“Mas
quem é Melchizedek? Foi o Rei de Salem, Sacerdote do Altíssimo, contemporâneo
de Abraão, Rei da Justiça e da Paz (São Paulo, Epistola aos Hebreus, VII, 1-2).
É uma das Entidades mais sublimes e elevadas da Hierarquia dos Planos
Superiores.
É o Sol do Mundo
Subterrâneo!
“Feito semelhante ao Filho de Deus, não teve genealogia, sem pai e sem
mãe” (Hebreus, VII, 3), foi auto-criado, uma possante Manifestação do
Pensamento de Deus na Terra, ou antes, foi a Antropomorfização da própria Lei,
embora não seja Deus. Não nasceu “segundo o mandamento da carne, mas
segundo a virtude da vida imortal (Hebreus, VII, 26). É uma
elevadíssima Entidade, oriunda de
desconhecidos sistemas solares, com bilhões e bilhões de anos de existência e
de experiências, Melchizedek foi, na Terra, um produto da geração espontânea. É
uma esplendorosa Consciência Cósmica. Tão grande e elevada a sua evolução e
perfeição moral, espiritual e intelectual que o próprio Cristo, o Mestre dos Mestres, esteve filiado a sua Ordem,
como Supremo Sacerdote e Pontífice, segundo se lê na Epistola de São Paulo aos
Hebreus, capítulos seis e sete. É Melchizedek, conjuntamente com o grande e
sublime Jesus e os Mestres St. Germain, Moria-El, Koothumi e Maitreia, o
Instrutor da era de Aquario — que sutilmente dirige e orienta toda a evolução do
globo terrestre e os grandes movimentos políticos, sociais, econômicos,
culturais, científicos, religiósos, artísticos e metafísicos do Planeta. Melchizedek
é o grande Rei do Governo Oculto e Espiritual do nosso Mundo e o Espirito Santo
o seu Embaixador de Luz no Plano profano dos vivos assim como Deus é o de todo
o Universo”.
Melchizedek
é então rei e sacerdote e, conjuntamente, o seu nome significa “rel de
justiça”, sendo ele ao mesmo tempo Rei de Salem, isto é, da
“Paz”. Assim, “Justica” e “Paz” são precisamente
os dois atributos fundamentais do “Rei do Mundo”. Devemos salientar
que a palavra Salem, contrariamente ao que possa parecer, nunca designou em
realidade uma cidade, mas que, tomada pelo nome simbólico da região onde
residia e reside 
Melchizedek, pode ser equivalente do termo
“Agartha”.
Agartha
é o celeiro das civilizações passadas, lugar composto de sete cidades, cada uma
delas representando uma raça, uma civilização passada
, um estado de consciência já vencido pela
Monada. Homens de imenso valor em termos de Sabedoria e Santidade, acompanham,
submersos, os mais evoluidos da Terra, porém… de comum acôrdo com os Guias da
Face da Terra.
Agartha,
Arca ou Barca é o lugar “para onde o Manu Noé conduziu seu Povo ou
Família, e os casais de animais a que se refere a própria Bíblia, porém, com a
interpretação errônea de que o termo “família” fosse apenas constituída
de seus parentes. Noé, lido como anagrama, dá o Éon grego, que tem como
significado: “A manifestação da Divindade na Terra”, nesse caso, um Manu,
um Avatar, etc.”
Nas
passagens dos ciclos em que se divide a vida humana, ocorrem os “dilúvios”
ou que outro nome se queira dar as catástrofes que se incumbem de destruir os
lugares impróprios a evolução dos seres da Terra. Chama-se de
“castigo” também, por se tratar de lugares onde a materia tamasica
(vermelha) tornou-se mais pesada e que indica a decadência de uma civilização.
Ainda
sobre os chamados “dilúvios”, a Lemuria, como terceiro continente (e
raça) foi destruída pelo Fogo. Tôdas as ilhas do Pacifico, por exemplo, são os
seus remanescentes. A Atlântida, como quarto continente, foi destruída pela
Água. Parte da Europa (Península Ibérica etc.) e América, que se ligava, por
exemplo, a África, pelo leste, são seus remanescentes. Cada raça desenvolve um
sentido, do mesmo modo que um estado de consciência.
As
tradições, tanto do Oriente como do Ocidente, estão repletas de “promessas”;
os ciclos, as idades se passaram, e jamais elas deixaram de ser cumpridas.
Estamos em vésperas de “Manifestação do Avatar sob o signo de Aquário”.
Jesus foi de “Piscis”. É quando os Manus, por sua vez, grandes ou
pequenos, conduzem seu povo à Terra (por Lei) prometida.
0 Manu é
o portador do Verbo Solar por ser a sua própria manifestação na Terra.
Ordem de
Melchizedek – “O sagrado e divino nome que fala de um tema que é
infinito”. Melchizedek não é o nome de um indivíduo que viveu na Terra, como
muitos podem presumir. Ele é o nome do sacerdócio cósmico que existe por todas
as dimensões, em todo planeta sagrado.
Em dias
antigos, templos de Melchizedek eram fixados com a finalidade de se dedicar aos
ensinamentos iniciáticos espirituais e para ajudar os irmãos e irmãs na sua
liberdade.
Encontramos
o Sacerdócio de Melchizedek sob muitas formas.
Todos os
Mestres Ascensos e Gurus pertencem à Ordem de Melchizedek. Não importa
ideologia ou religião, todo santo, sábio, guru e mestre tem que passar pelas
iniciações de Melchizedek, que podem acontecer em um templo ou nos planos
internos. Até mesmo hoje, muitos sacerdócios secretos continuam e mantêm as
leis cósmicas, para a sua própria visão interna e seu propósito sagrado.
O poder
de Melchizedek permanece nos retiros etéricos e nas cidades subterrâneas,
nutrido e guardado até o tempo em que os templos exteriores possam ser restabelecidos
novamente.
O tempo
para que a Ordem de Melchizedek reapareça é AGORA!
Quando
cada um de nós reconhece sua missão e reconstrói seu poder pessoal, isto se
torna uma realidade que irá tocar todo canto do Globo, alcançando todos os
aspectos da sociedade planetária.
Os que
servem a Melchizedek serão um bálsamo curativo a toda humanidade.
Se nós
procurarmos em nossos corações, será fácil lembrar da vida na qual servimos nos
templos das grandes civilizações ( agora passadas ), vida esta dedicada a alcançar
o potencial humano de se transformar de Humano em Divino. Escolhendo
ser iniciado, conscientemente, nos 
vários
níveis de Melchizedek, nós damos o primeiro passo para devolver àquele estado
de ser.

Em todos os aspectos,
a Ordem de Melchizedek segue as diretrizes da geometria sagrada. 

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1 Comentário

  1. Mari Rebolo disse:

    Lindo texto, esclarecedor e completo sobre o Senhor Melchizedek
    Gratidão.
    Mari