Obsessões: perdas involuntárias de energia!

 

Sempre que o assunto é obsessão, é
normal haver uma carga emocional muito forte sobre a questão. Isso acontece pelo
simples fato que temos o costume de separar obsessor do obsidiado, e com
facilidade formamos a figura da vítima (obsidiado) e do vilão(obsessor), sem
compreendermos que um não vive sem o outro, portanto ambos são cúmplices
(parceiros de vibração) no processo.
Nosso objetivo aqui é procurar expor o
tema de uma forma diferente, com foco nos aprendizados que podem ser extraídos,
por que na realidade dos fatos, as lições que tiramos desses eventos é o que
mais importa.
Os cenários mudam, os atores mudam, os locais mudam, mas quando
o tema é obsessão, as compreensões necessárias são sempre as mesmas.
Os
estudos das interferências energéticas nocivas é amplamente difundido na
comunidade espiritualista brasileira e mundial.
Hoje em dia é comum
encontrarmos dezenas de excelentes livros e publicações á respeito do tema e
suas particularidades. Contudo, como nosso maior objetivo é a evolução
espiritual na prática, vamos desenvolver uma visão de contexto sobre o assunto,
para não tratarmos de forma isolada do todo.
O que é a obsessão?
A
obsessão é um processo em que um indivíduo, entidade, situação ou força,
prejudica uma outra situação, entidade, pessoa ou força, exercendo influências
que alterem seus estados. Essa influência pode ser consciente ou inconsciente,
por ambas as partes.
É normalmente considerado obsessor aquele que exerce
influência sobre um outro, alterando, diminuindo ou desorganizando a energia ou
vibração de uma ou mais pessoas ou entidade.
Em resumo, é aquele que
realiza influência sobre.
O Obsidiado é a pessoa ou entidade que recebe essa
influência, sofrendo as conseqüências dessa alteração, desorganização ou
diminuição da energia.
Na comunidade espiritualista, é muito comum estudarmos
o tema focando a atenção nas obsessões apenas do plano Espiritual.
Isso
acontece porque pouquíssimas pessoas nesse mundo capitalista e macanicista está
treinada para perceber as interferências de ordem sutil (espirituais), logo
invisíveis aos olhos do indivíduo destreinado nas capacidades da
alma.
Assim sendo, acabamos por nos preocupar mais com aquilo que não
podemos ver.
É importantíssimo desenvolver habilidade e conhecimento sobre os
processos envolvidos nas obsessões do plano espiritual, todavia, não podemos nos
esquecer que grande parte das obsessões de desencarnados sobre encarnados se
iniciaram aqui na Terra.
Talvez se os envolvidos do processo obsessivo
pudessem em vida ter tido o esclarecimento necessário, muito provavelmente a
realidade seria outra.
Se todos compreendermos que muitas atitudes que
temos com o nosso próximo tratam-se de comportamentos muitas vezes obsessivos,
poderíamos diminuir essas conseqüências danosas ainda em vida, de pessoa para
pessoa.
Essas obsessões de desencarnados para encarnados acontecem porque
a morte não separa os laços kármicos.
Aquele que hoje morre com ódio mortal
de seu vizinho em vida, quando no plano espiritual, tende e produzir da mesma
forma seus fluídos perniciosos imanentes de seu psiquismo desequilibrado.
E esse desencarnado, quando voltar a Terra, com sua
personalidade congênita, tende a ser um encarnado que exerce influência negativa
para aquele mesmo vizinho, porque seus corações não se harmonizaram.
As
obsessões atravessam as barreiras do tempo e das dimensões.
Tomemos como
exemplo a educação no Brasil e no Mundo. Muitas nações já perceberam que a saída
para a maioria dos problemas sócio-econômicos está na educação.
Muitos
pais investem tudo que tem para proporcionar aos filhos educação e estudo digno
para torná-los almas mais evoluídas. E qual a conseqüência disso?
A
liberdade!
Ou como diria Jesus: ? A Verdade que Liberta?.
Primeiro
precisamos compreender o assunto, sabendo de suas causas raízes, para depois
atuarmos condizentes, dizimando suas conseqüências negativas e proporcionando um
aprendizado coletivo.
É muito parecido com a questão da violência e
marginalidade no mundo. Sem uma base de projetos e ações sociais, jamais serão
resolvidos na raiz do problema.
Antes de ir mais a fundo nesse conteúdo,
queremos convidar a todos a pensar; sempre que o assunto em questão for
obsessão, precisamos exercitar a visão do todo.
Precisamos procurar
compreender a causa raiz, porque se centrarmos o nosso foco apenas na
conseqüência ou no momento presente, jamais seremos efetivos, logo não estaremos
evoluindo, apenas girando em círculos.
Esse exercício de reflexão
pretende fazer com que você perceba que trocamos de papel frequentemente, hora
somos obsessor, hora obsidiados. 
Exemplos: 
Somos obsessores do
Planeta Terra, quando estamos destruindo, poluindo, explorando.
Somos
obsidiados quando no trânsito, alguém nos xinga com força e raiva no
olhar!
Somos obsessores de tudo ( de nós, dos outros, das coisas e ambientes)
quando negativos, pessimistas ou vítimas.
Somos obsidiados quando permitimos
que os outros nos desrespeitem, nos explorem, nos critique sem motivo.
Somos
obsessores quando culpamos.
Somos obsidiados quando somos culpados. 
Sempre que houver trocas perniciosas de energias, podemos considerar como um
fluxo obsessivo.
Porque há disputa, há combate, há conflito, mesmo que as
duas partes não estejam conscientes.
Sempre há desgaste, há tensão, mesmo
que invisível!
Uma obsessão começa quando uma parte tem interesse na energia
do outro, e vice-versa. 
Uma obsessão termina quando uma ou as duas partes
começam a ter consciência da obsessão e suas consequências.
Quando
somente uma das partes desperta para o entendimento, a cura (pelo menos de sua
parte) pode acontecer.
O fato de uma das partes não aceitar a
harmonização não impossibilita a cura por parte do interessado no fim do vínculo
obsessivo, no entanto, se buscada apenas por uma das partes, torna o processo
mais difícil e demorado.
E nesse caso, quando quem quer a cura consegue
seu objetivo contrariando a outra parte, que não aceita a transformação, o ciclo
obsessivo deverá continuar, sendo que nesse caso, o obsessor naturalmente irá
procurar um novo alvo para obsidiar, porque ele tem dependência.
Em casos que
há consciência, intenção e iniciativa por ambas a partes, para que o processo
obsessivo seja transmutado, e em fim isso acontece, há no universo a formação de
uma ponto de luz, que gira a engrenagem da evolução do mundo, porque manifesta
iluminação, libertação e harmonia, diga-se de passagem, é tudo que o universo
precisa!
Essas trocar involuntárias de energias, ou melhor, essas influências
energéticas entre almas, situações, lugares, se dão em todos os níveis; físico,
espiritual, emocional, mental.
Também acontecem muito entre pessoas que
se amam, entre pais e filhos, marido e mulher, chefe e empregado, professor e
aluno, e assim por diante.
Porque sempre que entendermos que precisamos
da energia do outro para sobreviver estaremos sugando-lhe suas melhores
vibrações.
Porque sempre que esquecemos que fazemos parte do Todo, da
Fonte ilimitada, estaremos nos limitando, portando necessitaremos das migalhas
que conseguiremos explorar do nosso próximo.
Mas não se assuste, não se
culpe, roubamos energia alheia porque não estamos treinados para receber energia
abundante, ilimitada direto da Fonte.
A consciência de que temos a
eternidade, que somos ilimitados nos facilita saciar a sede de nossas almas
desse manancial de luz que é Deus.
As relações cotidianas de controle,
ciúmes, posse, inveja são apenas indícios dos efeitos devastadores que as
obsessões geram em toda malha magnética da Terra.
Mais uma amostra de
nosso egoísmo e alienação espiritual. Também é uma demonstração de que o
desenvolvimento de nossas consciências espirituais é o grande trunfo que temos
para mudar essa realidade para melhor.
Consciência é tudo que
precisamos!
O melhor antídoto para interferências obsessivas é a expansão da
consciência ou evolução espiritual, quando o ser desperto descobre que não é
vítima de nada, que não existem vilões e que tudo que acontece nesse universo é
milimetricamente regulado por uma consciência superior, para que os aprendizados
aconteçam.
As obsessões acontecem por interesse, que embora seja uma palavra
forte, é a mais adequada para explicar esse tema.
O interesse que muitos
temos em uma pessoa ou situação, e que de forma iludida, distanciados da fé
divina e das boas vibrações, concluímos com nossas mentes inferiores, que só
podem acontecer dessa ou daquela maneira.
Assim ficamos escravos de
nossas convicções ou condicionamentos mentais, criando nossas falsas metas, bem
como nosso ridículos meios, para atingir nossos também equivocados
objetivos.
E nesse caminho, acabamos que por conseqüência de estarmos
distanciados de nossas essências espirituais; obsidiando ou sendo
obsidiados.
A saída para essa condição escravizante é conexão com Deus,
através da disciplina espiritual da oração, da meditação, das boas práticas de
saúde e equilíbrio em todos os corpos.
A partir do momento que o homem se
re-liga com o Criador, que fica consciente da missão da sua alma, da necessidade
de evolução, tudo muda, um novo sol surge em seu horizonte.
Obsessão se dá
sempre por mais de uma parte, quando os integrantes do ciclo estão alimentando o
processo.
Se alguém para de alimenta-lo, ele se encerra.
Esse é o
maior aprendizado prático que podemos tirar!
Por: Bruno J. Gimenes

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