Ciência e Espiritualidade

Os experimentos científicos referidos no
inicio desta última resposta foram realizados na Universidade de Princeton,
Estados Unidos, e liderados pelo doutor Lijun Wang, pesquisador e professor de
Princeton. Ele emitiu um raio de luz na direção de uma câmara preenchida com
gás césio, especialmente tratado. Antes que a luz tivesse entrado completamente
na câmara, ela já havia cruzado todo o seu destino e viajado ainda por cerca de
18 metros dentro do laboratório. Ou seja, a luz passou a existir em dois
lugares ao mesmo tempo: um feixe caminhando para a câmara, enquanto uma parte
dele, acelerado, já havia percorrido toda a câmara e saído dela. Um fenômeno
absolutamente incompreensível para nós, porém cientificamente comprovado e
várias vezes testado.
            Como
não poderia deixar de ser, o experimento já está provocando controvérsias entre
os físicos de partículas. O que mais os incomoda é que, se a luz realmente
puder viajar à frente no tempo, ela poderá transportar informação. Caso isso se
confirme, estará quebrado um dos pilares mais básicos da Física cartesiana: a
da causalidade, que diz que a causa sempre tem de vir antes do efeito. A
própria Teoria da Relatividade de Einstein também terá de ser revista, pois ela
depende em grande parte do conceito de que a velocidade da luz é o limite do
Universo e não pode ser superada. O doutor Wang confirma: “Nosso pulso
luminoso realmente viaja mais rápido que a velocidade da luz. Espero que isso
nos proporcione um melhor entendimento da natureza da luz e de como ela se
comporta.” Essa experiência fascinante impressiona os físicos. Em
entrevista ao jornal Sunday Times, o físico Raymond Chiao, professor de física
na Universidade da Califórnia, Berkeley, que conhece bem o trabalho do doutor
Wang, disse estar impressionado com as descobertas: “uma experiência
fascinante” disse ele.
            Na
Itália, outro grupo de físicos do Conselho Nacional de Pesquisas anuncia estar
prestes a romper a barreira da velocidade da luz. Eles afirmam ter conseguido
propagar microondas a uma velocidade 25 por cento superior à da luz e que isso
pode provar a possibilidade teórica de transmitir informação mais rápido que a
luz. Para confirmar essa possibilidade, o Sunday Times ouviu o doutor Guenter
Nimtz, da Universidade de Colônia, na Alemanha, especialista no estudo dos
campos. Ele diz concordar com as conclusões dos pesquisadores e que a informação
realmente possa ser transportada em velocidades superiores à da luz.
            O
experimento dos pesquisadores de Princeton é a mais recente e clara constatação
de que o mundo físico não funciona de acordo com o que pensamos e sentimos, nem
com as convenções da física newtoniana. A ciência moderna está começando a
perceber que as partículas subatômicas aparentemente existem em pelo menos dois
lugares ao mesmo tempo, sem fazer distinção entre espaço e tempo. Em resumo,
estamos diante da possibilidade prática de conseguir explicações científicas
sobre temas que até agora se limitavam ao terreno das filosofias, ficção ou
religiões, como viagens no tempo, telepatia, universos paralelos, existência e
imortalidade da alma e muitos outros.
            De
imediato, as viagens espaciais são profundamente afetadas, pois uma tecnologia
baseada em velocidades superiores à da luz permitiria viagens a distâncias
imensas num transcorrer de tempo muito pequeno. Também estará aberta a
possibilidade de criação de computadores com velocidades de transmissão de
informações jamais imaginadas, os chamados computadores quânticos. Alguns
experimentos realizados em separado pelo doutor Chiao, da Universidade da
Califórnia, Berkeley, ilustram os resultados práticos obtidos em Princeton. Ele
demonstrou que, em certas circunstâncias, os fótons (partículas de luz) podem
pular entre dois pontos separados por uma barreira em um intervalo de tempo
zero. Isto é, passam a existir em dois lugares ao mesmo tempo. É claro que as
conclusões desses experimentos vão provocar violentos debates na comunidade
científica. Isso é natural! Cansado de ver esses debates entre cientistas,
certa vez o escritor Arthur Clarke comentou: “Primeiro eles dizem que não
é nada disso; depois, eles dizem que é inviável na prática; por fim, brigam
para provar quem descobriu primeiro.”

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