Por Dentro do Cérebro: Tudo que você precisa saber sobre a Glândula Pineal Parte 1

O objetivo deste texto é reunir pesquisas, explicações e dados a respeito da glândula pineal, também chamada de Epífise, localizada no centro de nosso cérebro, e assim poder se aproximar do entendimento que desperta o interesse de estudiosos desde 300 a.C.

Um dos mais proeminentes é o filósofo e matemático, Renê Descartes, que em 1640 afirmou que a glândula pineal seria a ligação entre o corpo e a alma. A ciência não para de descobrir (e se surpreender) com as descobertas em relação a esta glândula e sua função em nosso organismo.

Anatomia da Glândula Pineal

A glândula pineal é uma pequena glândula endócrina localizada perto do centro do cérebro, entre os dois hemisférios. Com estrutura cinza-avermelhada do tamanho aproximado de caroço de uma laranja (25 por 12 mm em humanos de aproximadamente 500 mg de massa).

Anatomicamente, é considerada parte do epitálamo. É uma estrutura epitalâmica pequena e única, situada dorsalmente à região caudal do diencéfalo. Ela é derivada de células neuroectodérmicas e, e se forma à semelhança da retina dos olhos, desenvolve-se a partir de uma invaginação do teto da parede do terceiro ventrículo.

Localização Glandula Pineal no cérebro.

 

A Glândula Pineal está presente também em praticamente todos os seres do reino Animal, sendo encontrado inclusive em peixes. Mas, diferentemente dos demais órgãos evolutivos, onde geralmente apresentam as mesmas estruturas, a Glândula Pineal é diferente em cada animal e ser humano, como uma impressão digital.

Veja abaixo algumas imagens reais das glândulas pineais em seres humanos:

Anatomia da glândula pineal no cérebro.

                                                                           Anatomia da glândula pineal no cérebro.

Funções da Glândula Pineal pela Ciência Clínica

“A pineal é um sensor capaz de ‘ver’ o mundo espiritual e de coligá-lo com a estrutura biológica. É uma glândula, portanto, que ‘vive’ o dualismo espírito-matéria. O cérebro capta o magnetismo externo através da glândula pineal”.

A ciência postulou por muito tempo que a Pineal seria um órgão vestigial, e que após a puberdade se calcificava e perdia função. Atualmente, pesquisas como do Dr Sérgio Felipe de Oliveira (veja entrevista com ele aqui), maior pesquisador da Glândula Pineal no Brasil e um dos maiores do mundo, estão mudando completamente a percepção da ciência.

Hoje, sabe-se que a Pineal é constituída de estrutura vivas (e não apenas por sais, como ocorre na pedra no rim), com intensa irrigação sanguínea e íntimas relações com hormônios essenciais ao nosso corpo, que influencia diretamente os ciclos vitais (principalmente o sono) e no controle das atividades sexuais e de reprodução.

Descobriu-se que ela apresenta metabolismo intenso e grande captação de substâncias como aminoácidos, fósforo e iodo, sendo que no caso do Iodo só é inferior que a tireóide. A produção de melatonina, hormônio derivado do aminoácido triptofano, que tem funções importantes no sistema nervoso central é estimulada pela escuridão e inibida pela luz. E pode estar aí, uma das razões para a comprovação da ciência de que precisamos de um ambiente escuro para uma boa noite de sono.

Ou seja, a luz que entra por nossos olhos influencia diretamente funcionamento da glândula pineal. A estrutura histológica da pineal parece ter similaridades evolutivas com células da retina de cordados. Poderíamos dizer, portanto, que em termos da constituição física da estrutura cerebral, a Pineal seria como um “terceiro olho”, que utiliza da luz captada por nossos olhos. 

Glândula Pineal em Animais

A Glândula pineal esta presente em praticamente todos os seres do Reino Animal, inclusive nos peixes e anfíbios. Pesquisas comprovam que aves e répteis modernos possuem o pigmento fototransdutor melanopsina na glândula pineal.

Acredita-se que as glândulas pineais de aves possam funcionar como os núcleos supra-quiasmáticos em todos os mamíferos. Estes núcleos são os responsáveis pelo monitoramento de todo o ciclo biológico do animal.

Localização da glândula pineal em um porco.

Localização da glândula pineal em um porco.

Relatos em roedores sugerem que a glândula pineal pode influenciar a ação de drogas como a cocaína e antidepressivos como a fluoxetina; e pode também contribuir na regulação da vulnerabilidade neuronal a lesões. 

                                                                              Anatomia da glândula pineal no cérebro.

Funções da Glândula Pineal pela Ciência Psicobiofísica

Segundo Dr Sérgio Felipe a Psicobiofísica é a “ciência que integra a psicologia, a física e a biologia. Na biologia, estudamos o lobo frontal, responsável pela crítica da razão. Mas o cérebro funciona eletricamente – aí entra a física, que serve de substrato para o pensamento crítico, que é o psicológico.” O Dr Sérgio Felipe defendeu seu mestrado, em 1998, com pesquisa intitulada “Estrutura da Glândula Pineal Humana”, e desde lá, tem se dedicado ao tema.

Esta área da ciência procura estudar (não refutar) e compreender os fenômenos metafísicos, bem como as experiências de “quase morte”, e as manifestações psico-sensoriais expressas pelas mediunidade. E é aí que a glândula pineal figura-se como protagonista.

Pesquisadores já sabem que a Glândula Pineal funciona como uma antena, sintonizando e capturando as radiações e campos eletromagnéticos e os convertendo em estímulo neuroquímico. Este fato é sabido há um bom tempo. Em 11/dezembro/1980, a revista Nature publicou artigo de Vollrath e Semm que tratava justamente da capacidade da pineal de converter ondas eletromagnéticas em estímulos neuroquímicos. (ver aqui para ver o artigo)

Portanto, se considerarmos esta premissa, a radiação emitida pelos astros, como a Lua e o Sol, pensamentos e qualquer outro emissor de eletromagnetismo influenciam diretamente o funcionamento da Glândula Pineal, e consequentemente, de nosso corpo.

Também podemos compreender a regulação do ciclo menstrual conforme as fases da lua, a orientação dos pássaros em suas migrações e os fenômenos mentais como clarividência, telepatia e telesinese.

Para o Dr Sérgio Felipe “a pineal é um sensor capaz de ‘ver’ o mundo espiritual e de coligá-lo com a estrutura biológica. É uma glândula, portanto, que ‘vive’ o dualismo espírito-matéria. O cérebro capta o magnetismo externo através da glândula pineal”.

Com esta premissa, poderiamos compreender melhor a essência por detrás de estudos como a Astrologia, o “poder da fé”, e as experiências mediúnicas, afinal nós realmente captamos e interpretamos de diversas maneiras as radiações advindas dos universos invisíveis da matéria.

Para exemplificar o funcionamento da Glândula Pineal, podemos citar experiências muito comuns como sentir que alguém está olhando para você (mesmo estando de costas), pensar na pessoa e ela ligar, ou no sentimento de paz e harmonia no momento de meditação ou oração.

As pesquisas do Dr Sérgio Felipe sugerem também uma íntima relação entre pacientes com epilepsia, esquizofrenia e experiência mediúnicas e a constituição da glândula pineal no indivíduo.

Foi observado também que as pessoas que apresentam glândulas pineais menores, apresentam maior pré-disposição a experiências extracorpóreas, já as pessoas com pineal maiores, apresentam maior capacidade mediúnica.

Para que você possa compreender de forma mais abrangente e detalhada a respeito do funcionamento da glândula Pineal, e compreender melhor a história e pesquisas do do Dr Luiz Felipe de Oliveira, vale muito a pena ver o vídeo abaixo:

Muita Luz,

Edgar Martins

Fonte: FABIANO PORTO

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