QUEM SÃO OS CINCO BUDAS DHYANI PARTE 3


AKSHOBHYA – Estatueta do Buddha Museum

O nome Akshobya significa “Imutável” ou “Inabalável”.

A Sabedoria que reflete todas as coisas, calmamente e sem crítica, como num espelho, revelando a verdadeira natureza. Um texto diz: “Exatamente como se vê o próprio reflexo no espelho, assim o Dharmakaya é visto no Espelho da Sabedoria.” A Sabedoria Semelhante ao Espelho é o antídoto dos venenos do ódio e da raiva.
Na mandala dos Cinco Budas Dhyani, Akshobya é usualmente posicionado a Leste (que é na base) mas, às vezes, é colocado no centro. Sua cor é azul. Ele governa sobre o elemento água e personifica o skandha da forma. Em alguns sistemas, ele é associado com o skandha da consciência. O trono de lótus de Akshobya é sustentado por um elefante, símbolo de firmeza e força.
Seu símbolo é o vajra, também chamado de raio com trovão ou cetro de diamante, representado nesta mandala, acima de sua cabeça, diretamente abaixo de Vairochana.
O vajra denota iluminação, a indestrutível, adamantina natureza da pura consciência, ou a essência da Realidade. Em algumas tradições, o vajra significa a união do homem com o Buda; uma extremidade do vajra simboliza o reino macrocósmico do Buda e a outra extremidade o reino microcósmico do homem.
O mudra de Akshobya mostrado aqui, e produzido pela sua mão direita , é o bhumisparsha mudra, o gesto de tocar o chão. Denota o estado inabalável. Esse é o mudra que Gautama usou para chamar a Terra, quando desafiado pelo Mal, Mara, para que testemunhasse o seu direito de atingir a iluminação.
O paraíso de Akshobya é Abhirati, a Terra de Extraordinário Grande Deleite. Os budistas acreditam que qualquer um que lá renasça, não cai a um nível inferior de consciência.
O bija de Akshobya é Hum e o seu mantra é: OM AKSHOBYA HUM


Ratnasambhava – Estatueta do Buddha Museum

O nome Ratnasambhava significa “A Jóia Nascida Una” ou “Origem das Jóias”.
As Três Jóias são o Buda, o Dharma e a Sangha.
O Buda é o Iluminado, o Guru, o centro da roda da Lei. O Dharma é o Ensinamento, ou a Lei. A Sangha é a Comunidade.
Ratnasambhava transmuta o veneno do orgulho (espiritual, intelectual e humano) em Sabedoria da Equanimidade. Os Budistas tibetanos ensinam que, com a Sabedoria da Equanimidade, todas as coisas são vistas com imparcialidade divina, reconhecendo-se a igualdade divina em todos os seres e vendo-se todos os seres e o Buda como tendo a mesma natureza -a condição de que precisamos, diz Tucci, “para estimular a nossa ascensão espiritual e para adquirir confiança para realizar, em nós, o estado de Buda.”11
Ratnasambhava é o Buda Dhyani do Sul. Sua cor é amarela, a cor do Sol em seu zênite. Ratnasambhava governa sobre o elemento terra e corporifica o skandha do sentimento ou da sensação.
Às vezes, ele é mostrado segurando seu símbolo, o ratna (jóia) ou chintamani (jóia da realização de desejos, que concede todos os desejos). O chintamani é um símbolo da mente libertada. O ratna é freqüentemente representado numa forma trina como o triratna, significando a união do Buda, Dharma e Sangha. Na mandala, o triratna é posicionada entre Ratnasambhava e Vairochana.
O animal que sustenta o trono de Ratnasambhava é o cavalo, denotando ímpeto e libertação. O mudra de Ratnasambhava, formado aqui pela sua mão direita, é o varada mudra. É um gesto de dar, ou de caridade, que o retrata oferecendo compaixão e proteção a seus discípulos.

Seu bija é Tram e seu mantra é: Om Ratnasambhava Tram.


Amitabha – Estatueta do Site Dharma Sculpture

O nome Amitabha significa “Luz Infinita”.
A Sabedoria Discriminativa de Amitabha conquista o veneno das paixões -todos os desejos intensos, a avareza, a cobiça e a luxúria. Com esta sabedoria, o discípulo percebe todos os seres separadamente; todavia, sabe que cada ser é uma expressão individual do Um.
Na mandala dos Budas Dhyani, Amitabha é posicionado a Oeste. Sua cor é rosa (ruby), a cor do pôr-do-sol. Ele governa sobre o elemento fogo e personifica o skandha da percepção. Portanto, o olho e a faculdade de ver são associados a Amitabha. O pavão, com “olhos” nas plumas, em seu trono-sustentador. O pavão simboliza a graça.
O símbolo de Amitabha é o padma, ou lótus, colocado entre ele e Vairochana, nessa mandala. No Budismo, o lótus pode simbolizar muitas coisas, incluindo o desenvolvimento espiritual, pureza, a verdadeira natureza dos seres realizada através da iluminação e a compaixão, a forma purificada de paixão.
Devotos aspiram renascer no Paraíso Oeste de Amitabha, conhecido como Sukhavati, onde as condições são ideais para se atingir a iluminação. Seu mudra é o mudra dhyana (meditação).
Alguns consideram Amitabha sinônimo de Amitayus, o Buda da Vida Infinita. Outros honram Amitayus como uma forma de Amitabha ou um Buda em separado. Amitayus é, usualmente, retratado segurando um vaso do elixir da vida imortal.

Seu bija é Hrih e seu mantra é: Om Amitabha Hrih.
 


Amoghasiddhi – Estatueta do Site Dharma Sculpture

O nome Amoghasiddhi significa “Conquistador Todo-Poderoso” ou “Aquele que Infalivelmente Alcança Sua Meta”.

A Sabedoria Oni-realizante, ou a Sabedoria da Ação Perfeita, antídoto dos venenos da inveja e do ciúme. Essa sabedoria confere perseverança, julgamento infalível e ação sem falha.
Amoghasiddhi representa a realização prática da sabedoria dos outrosBudas Dhyani. Ele é descrito como o Buda Dhyani da realização da Senda do Bodhisattva. Um Bodhisattva é aquele que renunciou à felicidade do Nirvana com um voto de primeiro libertar todos os seres.
Amoghasiddhi é o Buda Dhyani do Norte. Sua cor é verde, significando o Sol à meia-noite. Governa o elemento ar e corporifica o skandha da volição, também chamado o skandha dos fenômenos mentais ou tendências da mente.
Seu símbolo é o vishvavajra, ou vajra duplo, representado entre Amoghasiddhi e Vairochana nessa mandala. É feito com dois vajras cruzados e simboliza a mais alta compreensão da verdade e o poder espiritual de um Buddha.
O trono de Amoghasiddhi é sustentado por garudas. Um garuda é uma figura mítica, metade homem e metade pássaro. Em relação a Amoghasiddhi, Lama Govinda diz que o garuda simboliza “o homem em transição rumo a novas dimensões de consciência… a transição do humano para o estado super-humano, que toma lugar na misteriosa escuridão da noite, invisível aos olhos.
O mudra de Amoghasiddhi, formado aqui pela sua mão direita, é o abhaya mudra. É o gesto do destemor e da proteção.

O bija de Amoghasiddhi é Ah e seu mantra é: Om Amoghasiddhi Ah.


Vajrasattva – Estatueta do Site Dharma Sculpture

O BUDA VAJRASATTVA E OS CINCO BUDAS DHYANI
Na invocação de julgamento divino, encontramos o nome do buda Vajrasattva na sequencia do nome dos cindo Budas Dhyani: OM Vairochana, Akshobhya, Ratnasambhava, Amithabha, Amoghasiddhi, Vajrasattva OM….
Vajrasattva não é um dos cinco budas dos raios secretos. Vajrasattva é a síntese dos cinco budas Dhyani; ele é o porta voz dos Dhyani budas. Ele é a mente indestrutível que pode destruir o mal dentro e fora de nós.
Seu nome significa: o ser de Diamante. A PALAVRA SAGRADA “VAJRA” libera um tremendo poder; devemos pronunciá-la como a força de uma espada afiada, capaz de cortar as trevas da ignorância e da maldade.
O Fogo Sagrado magnetizado por este fiat, dissolve o mal interno e externo ao nosso ser. Faça experiências e observe resultados!
Repita comigo, mas observe a pronúncia cortante: Não é simplesmente dizer: Vajra, Vajra, Vajra! Mas sim: VAJRA! VAJRA! VAJRA! Falar com energia! Não é gritar, mas sim, falar com a força interior de nossos chakras!
Podemos invocar os nomes dos Dhyani budas antes do preâmbulo de uma sessão de decretos, antes de Astrea e Miguel.
Assim, repitam comigo: OM Vairochana, Akshobhya, Ratnasambhava, Amithabha, Amoghasiddhi, Vajrasattva OM….
Com o tempo, você memoriza e acaba pronunciando muito rápido, assim: OM Vairochana, Akshobhya, Ratnasambhava, Amithabha, Amoghasiddhi, Vajrasattva OM….
Em seguida, faz-se o preâmbulo do decreto.
Invocar os mantras dos Dhyani budas é invocar a Chama Violeta, isto é, os mantras magnetizam também a Chama Violeta. Os mantras trazem os Dhyani budas para o plano astral, permitindo assim a purificação deste plano.
Podemos também entoar somente as sílabas-sementes dos Dhyani budas, para consumir os cinco venenos. A sílaba-semente é a essência do buda.
Quando entoamos esta sílabas ou os mantras com devoção e amor, estamos nos conectando aos cinco budas dos raios secretos; desta forma, a luz da sabedoria que emana destes seres sagrados, inunda nossa consciência e consome nossos venenos.
Entoemos juntos as sílabas-sementes: OM HUM TRAM HRIH AH HUM

Vamos agora invocar os mantras dos Dhyani budas, orem comigo:
Em nome da Poderosos Presença EU SOU e do meu Santo Cristo Pessoal, eu invoco os cinco budas Dhyani em prol de todos os filhos e filhas de Deus!
Vem Vairochana!
Vem Akshobhya!
Vem Ratnasambhava!
Vem Amithabha!
Vem Amoghasiddhi!
Vem Vajrasattva!
Amado Vairochana, com tua chama de sabedoria, liberta-me do veneno da ignorância.
OM Vairochana OM (9x)
Amado Akshobhya, pelo poder do amor divino e do fogo sagrado consome em mim o veneno da raiva, ódio e criação de ódio.
OM Akshobhya Hum! (9x)
Amado Ratnasambhava, pelo poder da tua chama de Igualdade, liberta-me do veneno do orgulho espiritual, intelectual e humano!
OM Ratnasambhava TRAM! (9x)
Amado Amithabha, pelo poder da tua chama de discriminação liberta-me do veneno das paixões, todos os desejos intensos, cobiça, avareza e luxúria!
OM Amithabha HRIH! (9x)
Amado Amoghasiddhi, pelo poder da tua chama de ação perfeita, liberta-me do veneno da inveja e ciúme.
OM Amoghasiddhi AH! (9x)
Amado Vajrasattva, pelo poder da vontade Diamantina de Deus, liberta-me da não vontade, do não ser, do medo, dúvida e da descrença em Deus!
OM Vajrasattva HUM! (9x)

O SIGNIFICADO

Vajrasattva é um Buda cujo nome significa “ser de diamante” “aquele que têm uma mente indestrutível” ou “Aquele cuja essência é como o relâmpago.”

HUM é seu bija, ou silaba “semente”. (União de todas as qualidades – Vida em uma Forma)
OM VAJRASATTVA HUM
É uma invocação para uma mente iluminada e protegida.
A PRONÚNCIA – OM VAJRA-SATVA RUM

Muita Luz,

Edgar Martins

Fonte: http://www.grandefraternidadebranca.com.br/dhyani_2.htm

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