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TREINAMENTO E INICIAÇÃO COMO SACERDOTE DA ORDEM DE MELCHIZEDEK -PARTE I

 O termo: “Ordem de Melchizedek” é o nome de um sistema mágico-alquímico de ascensão espiritual canalizado pelo esoterista Victor Glankopf. Em 2007 Helio Monteiro, pesquisador versado em temas do ocultismo moderno, buscou ampliar os ensinamentos de Glankopf. Inspirado nos arcanos da Tradição Ocidental dos Mistérios transformou o sistema em uma Escola Iniciática dividindo-o em quatro níveis de iniciação ou graus, a saber:

1. NEÓFITO
2. PEREGRINO
3. SACERDOTE
4. ADEPTO MAGUS.

Estes graus refletem a estrutura da ciência iniciática atlante e correspondem às quatro iniciações nos Quatro Elementos e às quatro direções simbólicas da consciência espiritual, assim como aos quatro planos de manifestação.
Helio Monteiro também adotou a Kabalah Teúrgica como base de seu trabalho combinando elementos da Mitologia Egípcia, Angelologia Hebraica e Filosofia Gnóstica nos ensinamentos dos graus. O método teúrgico de ascensão busca estabelecer a conexão da individualidade humana com a egrégora poderosa de Shambalah. Em seus níveis mais avançados o iniciado na Ordem de Melchizedek transforma-se em um ser de dupla-conscientização a sua, como uma entidade individual, e a consciência iniciática dos Mestres de Shambalah. Isso é possível com a criação alquímica da Ponte de Anthakarana que é o elo que une o Espírito a Matéria ou, usando outras palavras, une a Tríade Superior (Atma-Budhi-Manas) ao Quaternário Inferior (veículos físico, vital, emocional e mental). O Anthakarana é representado por uma linha vertical que vai do iniciado até Metraton (isto é, o Cristo Cósmico), o Deus de nosso Sistema Solar.

A Ciência do Anthakarana promove um alinhamento entre nossa personalidade transitória com o Espírito Divino. A palavra “alinhamento” diz respeito a um trabalho de harmonização entre os corpos que compõem a personalidade, e entre estes e o Eu Superior. Existe ainda um alinhamento que se desenvolve em níveis superiores em direção aos planos mais elevados da Consciência Cósmica ou Eco-Akháshicos. Em resumo, a Grande Obra da Alquimia de Melchizedek implica no esforço de retirar a consciência de sua fixação no complexo personalidade-ego e entrar em sintonia, primeiro, com o corpo de energia vital. Posteriormente, abrange o processo de retroceder mais e mais (corpo emocional, mental etc) até a transcendência e retorno final ao Espírito e, finalmente, ao Absoluto – a Totalidade de Todas as Coisas. É exatamente aquilo que E.W. Butler descreveu como a verdadeira iniciação que “acontece quando o eu pessoal é por um momento apanhado e unido ao Eu Superior, do qual ele é expressão mundana, e, por intermédio desse Eu Superior com o Eterno em que ele vive, se movimenta e tem sua existência.”

SACERDÓCIO DE MELCHIZEDEK  [hebreus 6:17-20]        

Existem determinados períodos e estações em que anjos e arcanjos são temporariamente investidos com a carne humana para cumprirem os elevados objetivos da vida, tais como mestres e profetas, ou outros mensageiros da paz; todavia, apesar de pertencerem às leis da encarnação humana mortal, todos eles estão livres da mácula da alma e, em todos os demais aspectos agem sob inspiração direta do Espírito. A essa alta categoria pertencia Melchizedek, Rei da Virtude, “sem pai e sem mãe, não tendo início da vida nem fim de seus dias”, com o qual falou Abraão, que nasceu na cidade de Ur, na Mesopotâmia, por volta de 2000 a.C da forma registrada no Gênesis. 

Abraão foi o pioneiro e iniciador do povo hebreu. Ele foi o primeiro grande iniciado-mestre da Quinta Raça-Raiz Ariana (os semitas-originais) que sucederam os atlantes após o dilúvio bíblico. Sua missão era guiar os povos arianos durante seus anos de formação, foi instruído por Melchizedek quanto aos mistérios relativos a essa missão.

Reza a tradição bíblica que Melchizedek foi o rei da cidade de Salém (que significa “Paz”), a qual se acredita ser a mítica cidade conhecida por Shambalah.

Melchizedek teria tido importância no direcionamento de Abraão e ensinou o conceito de um só Deus, de uma só Divindade. Abraão também aprendeu de seu instrutor espiritual a adoração a Deus sem vê-lo, internalizando a fé. Melquizedek era, na verdade, uma encarnação do Logos, ou um de seus grandes Enviados – que o representam momentaneamente, como um embaixador representa um Rei. Ou seja, um grande e poderoso espírito sob a forma humana temporária que reinava sobre a Caldéia, sobre os filhos dos Magi.

No Antigo Testamento está escrito ser Melchizedek “sem pai e sem mãe, sem genealogia, que não teve princípio dos dias, nem fim da existência”; portanto Melchizedek é um personagem fora do nascimento humano, sua origem sendo não-humana. No esoterismo cristão, Melchizedek é o arquétipo do homem superior, feito à imagem e semelhança de Deus, já que pela Lei que formula, ele é, para este mundo, a expressão e a própria imagem do Verbo Divino; o “Grande Recebedor da Luz Eterna” entre os gnósticos alexandrinos. Essa qualificação corresponde bem à função de Manu, que recebe a luz inteligível (LUX) por um raio emanado diretamente do Princípio Uno, a fim de refletir no mundo que é do seu domínio.

Muita Luz,

Edgar Martins

Fonte: https://melchizedec.wordpress.com/

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