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TREINAMENTO E INICIAÇÃO COMO SACERDOTE DA ORDEM DE MELCHIZEDEK -PARTE II

O Princípio Uno (Deus Altíssimo) emana um reflexo de si mesmo que resulta na expansão de seu próprio Espírito no Universo. Assim, da Unidade Primordial (a Mente Universal: Maat) nascem os Sete Governadores do Céu que fazem a ligação entre a Unidade e a Pluralidade. Eles povoam as Órbitas Celestes, são os Logoi Planetários, os Elohim, os Arcanjos da Bíblia, os Sete Espíritos diante do Trono. O chefe dos Espíritos é exotericamente o Sol, e esotericamente Metraton, o Cristo Cósmico e também o Anjo de Kheter, a Divindade Não-Manifesta.

Sob o ponto de vista esotérico, Melchizedek é o fulcro de toda evolução em nosso globo. Ele é a “manifestação” Ideoplastica do Homem Cósmico, isto é, o reflexo cósmico do Segundo Logos ou do Akasha, o Adam-Kadmon — o Homem Celeste. Por acaso Devavani (Voz Divina)… não é também um de seus nomes? Daí Melchizedek ser um Manu, o portador do Verbo Solar por ser sua própria manifestação na Terra.

Melchizedek representa a Sabedoria e a Justiça Divina — como tal, Monarca Universal, “Rei de Salem (ou da Agartha) e Sacerdote do Deus Altíssimo”. Como Senhor do Verbo ou da Palavra Perdida. Dele emanam as verdades cíclicas, nas expressões dos Avatares, Budas, Bodhisatwas, Manus etc. Daí ser Ele o Bija dos Avatares, a “Árvore dos Kumaras no segundo Trono”, a semente de todos os salvadores ou redentores que o mundo conheceu ou virá a conhecer. Tudo é Dele e está Nele. O nome Melchizedek refere-se ao mesmo Rei do Mundo, figurando também na tradição judaico-cristã. O Sacrifício de Melchizedek (o pão e o vinho etc.) deve ser olhado como uma prefiguração da Eucaristia. 

Conforme nos relata o livro do Génesis, Melchizedec é a primeira figura bíblica dos tempos patriarcais a fazer um sacrifício não sangrento, de pão e vinho, em antecipação tipológica da Eucaristia Crística e ao arrepio do antigo costume dos sacrifícios de carne e sangue comuns a diversas formas de religião:

«Melchizedec, rei de Salem e sacerdote do Deus Altíssimo [hebr. El-Elyôn], mandou trazer pão e vinho, e abençoou Abrão dizendo: Bendito seja Abrão pelo Deus Altíssimo que criou o céu e a terra! Bendito seja o Deus Altíssimo que entregou os teus inimigos nas tuas mãos! E Abrão deu-lhe o dízimo de tudo» (Génesis 14, 18-20).

Melchizedek era simultaneamente rei e sacerdote, eis-nos perante uma época recuadíssima em que ainda se não havia criado a fractura entre o poder real(associado ao Fogo) e o poder sacerdotal (associado à Água). Por outro lado, o derramamento sacrificial do vinho em vez do derramamento sacrificial do sangue é altamente significativo do ponto de vista  alquímico: a tal união ancestral de Água e Fogo, ou seja, do poder sacerdotal e do poder real, fracturada em determinado momento histórico e novamente reinstaurada com o advento de Cristo, Rei e Sacerdote, é-nos dada precisamente pelo alcoólico vinho, síntese alquímica de águafogo, tal como o Sangue, sede do Espírito, é uma essência relacionada com o Fogo. Relembremos a afirmação de João o Baptista referindo-se a Jesus: «Eu baptizo-vos com Água […], mas aquele que vem depois de mim […] baptizar-vos-á com o Fogo do Espírito Santo» (Mateus 3, 11).

Assim, o próprio sacerdócio cristão se identifica, em principio, ao Culto de Melchizedek, conforme palavras dos Salmos:

“Tu es sacerdos in aeternum secundum ordinem melquisedec.” (Salmos. 110 4).

O Senhor jurou e não se arrependerá:
“Tu és sacerdote para sempre,
segundo a ordem de Melquisedeque”.

Essa passagem fala de uma linhagem sacerdotal desconhecida da qual “ninguém jamais havia servido diante do altar”. Isso significa que a Ordem de Melchizedek é uma linhagem sacerdotal que dispensa formalidades e qualquer tipo de rigidez ortodoxa, pois fala de “alguém que se tenha tornado sacerdote não por regras relativas à linhagem, mas segundo o poder de uma vida indestrutível”. Citam anteriormente que podem aparecer outros sacerdotes semelhantes a Melchizedek, o que pode indicar que Melchizedek seja uma linhagem sagrada de grandes seres espirituais, que aparecem na Terra de tempos em tempos. Posteriormente, o trecho exertado parece mencionar a existência de uma transmissão iniciática que passa de mestre para discípulo, quando diz: “Pois sobre ele é afirmado: Tu és sacerdote para sempre, segundo a Ordem de Melchizedek”. Passagem que tende a confirmar a existência de uma organização espiritual que é denominada “Ordem de Melchizedec”, da qual os Mestres que vieram à Terra seriam seus sacerdotes supremos e continuadores da linhagem.

Melchisedek vive em comunhão com nosso Logos Planetário, o Velador Silencioso que tem a vida do mundo na sua aura e que somente os Mestres Cósmicos da Grande Loja Branca, com sua consciência iniciática, podem entrar diretamente em contato. Por sua vez, nosso Logos ou Arcanjo Planetário está subordinado ao Logos Solar, ou Deus dos Sete Espíritos Planetários.

Como uma encarnação supramundana do Anjo Guardião da Humanidade Melchizedek é o “Guardião do Espaço”, um mediador ou portal entre os limites de nosso universo local e as distâncias mais vastas e profundas do universo exterior ou vácuo extraterrestre de Nuit – a deusa egípcia estelar.

A palavra “Melchizedek” significa a totalidade da Irmandade dos Homens. Em hebreu é uma combinação de duas palavras, “Melchi” significando rei e “Zedek” o caminho correto’, a justiça. Assim a palavra Melchizedek quer dizer: “o uso correto da consciência e de todas nossas faculdades mentais”. (Heb.7: 1-3) Tanto os judeus como os cristãos o chamam de “Sacerdote do Deus Altíssimo”. No monoteísmo judaico “El Elyon, o Altíssimo” é o Deus Supremo do Céu, o criador Divino das estrelas do firmamento e desta Terra em que vivemos.

Segundo Victor Glankop:

Encontramos o Sacerdócio de Melchizedek sob muitas formas. Todos os Mestres Ascensos e Gurus pertencem à Ordem de Melchizedek. Não importa ideologia ou religião, todo santo, sábio, guru e mestre tem que passar pelas iniciações de Melchizedek, que podem acontecer em um templo ou nos planos internos. Até mesmo hoje, muitos sacerdócios secretos continuam e mantêm as leis cósmicas, para a sua própria visão interna e seu propósito sagrado.”

O Caminho da Ordem de Melchizedek sempre guia através da inspiração, e ensina e aconselha aos seus Adeptos que sejam os mais puros possíveis com o uso da inteligencia espiritual e da sabedoria divina, sempre objetivando os propósitos eternos maiores da humanidade nos seus movimentos cíclicos. A Assistência que a Ordem de Melchizedek nos proporciona ajuda a todos seus adeptos a procurar o suporte necessário e terminar o grande avanço e evolução da humanidade no caminho espiritual maior e eterno.

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Muita Luz,

Edgar Martins

Fonte: https://melchizedec.wordpress.com/

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